Nova gestão novos Rumos a São Gonçalo RJ
04/10/2021 14:20 em Novidades

Secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais esclarece dúvidas de vereadores e sociedade civil

A Secretaria de Gestão Integrada e Projetos Especiais apresentou e debateu, na tarde de quinta-feira (30), em audiência pública na Câmara de Vereadores de São Gonçalo, o Plano Estratégico Novos Rumos e a aplicação dos recursos oriundos da concessão da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado do Rio de Janeiro (Cedae).

A sessão foi presidida pelo vereador Alexandre Gomes e a mesa foi composta pelo secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais, Douglas Ruas, a subsecretária de Gestão Integrada e Projetos Especiais, Gabriela Bessa, os vereadores Cici Maldonado, Professor Josemar, Piero Cabral, Priscila Canedo, a representante do Fórum de Desenvolvimento Sustentável e Resistência Democrática de São Gonçalo, Leila Araújo.

Oito representantes da sociedade civil participaram da audiência, que traduziu-se em um debate democrático para falar sobre os investimentos para São Gonçalo, levando em conta que o plano estratégico é aberto e sujeito a mudanças, segundo a necessidade do município e a participação popular dos gonçalenses.

“Diante desse recurso, entendemos que nós temos a oportunidade de transformar a cidade e melhorar a vida dos gonçalenses. Nós temos inúmeras deficiências na nossa cidade e não é esse recurso que vai resolver tudo, mas acreditamos que é possível avançar com a chegada desse recurso”, disse o secretário de Gestão Integrada e Projetos Especiais, Douglas Ruas.

O secretário apresentou os principais os pontos de partida para o desenvolvimento do plano estratégico. São problemas históricos do município como a baixa cobertura de saneamento básico e distribuição de água potável, situação de extrema pobreza e baixo índice de urbanização e pavimentação de bairros e ruas.

Após a apresentação dos principais pontos do Plano Estratégico Novos Rumos, o secretário Douglas Ruas respondeu aos questionamentos dos vereadores e de membros da sociedade civil, que puderam opinar e compreender os eixos objetivos presentes no plano; Cidade Segura, Cidade Saudável, Cidade Bem Cuidada e Organizada, Cidade Justa e Inclusiva e Gestão Eficiente e Transparente.

Na audiência, os principais pontos dos eixos estratégicos foram debatidos, como a construção de um Centro Integrado de Monitoramento Urbano e de Ordem Pública, estrutura de atenção básica de saúde do município, investimentos para prevenção de alagamentos e deslizamentos em períodos de chuva, criação de uma área de desenvolvimento sustentável em Guaxindiba, ampliação e reforma de equipamentos da Assistência Social, participação popular no plano, construção de nova sede administrativa, com a centralização da administração pública, redução de gastos com aluguéis e Fundo Municipal São Gonçalo do Futuro.

“A participação popular foi uma exigência do prefeito Capitão Nelson, que tem pautado suas ações na opinião e reivindicação dos gonçalenses. Devido ao seu perfil de estar diariamente nas ruas, ele começa a pautar suas ações pelo que está ouvindo nas ruas”, explicou o secretário.

Todas as consultas e participação popular podem ser feitas através do aplicativo Colab.

Após apresentação do plano, o secretário Douglas Ruas foi sabatinado pelos vereadores e membros da sociedade civil que estiveram presentes na audiência. Cada um dos participantes teve cinco minutos para fazer suas perguntas e sugestões e o secretário teve outros cinco minutos para resposta.

Atendimento da população através do Colab, administração dos recursos provenientes da concessão da Cedae, atenção às questões sociais e de vulnerabilidade social, inclusão das comunidades nos debates públicos através da democratização do acesso à internet e de forma presencial, investimentos na saúde da mulher, atendimento básico de saúde, desocupações para programa de mobilidade urbana Muvi, armamento da Guarda Municipal, programas habitacionais, construção de um novo hospital municipal e segurança pública estiveram entre as questões debatidas na audiência pública,

Em quase cinco horas de audiência, participaram representando a Câmara de Vereadores Cici Maldonado, Professor Josemar, Piero Cabral, Glauber Poubel, Pedro Pericar, Romário Régis, Magú dos Brinquedos, Jorge Mariola, Priscila Canedo, Juan Oliveira. Representando a sociedade civil: Leila Araújo, do Fórum de Desenvolvimento Sustentável e Resistência Democrática de São Gonçalo, Jennifer Dias, da Casa Fluminense e do Movimento Ressuscita São Gonçalo, João Pires, do movimento Acredito, o ex-vereador de São Gonçalo, Marco Rodrigues, Derick Fonseca, do Movimento Negro Unificado, Luana Mota, do movimento Cidade no Feminino, Luana Rayalla, da Associação Gonçalense LGBTI+, o subsecretário de Turismo, Eric Rodrigues, Oscar Bessa, do movimento São Gonçalo Vai à Luta e Vanderlei Dias.

Ao fim da audiência, o secretário Douglas Ruas sugeriu à Casa Legislativa uma audiência pública com a empresa detentora da concessão de água e tratamento de esgoto que irá atuar em São Gonçalo, a Águas do Rio, do Grupo Aegea, para aprofundar o debate sobre a atuação no período de concessão e investimentos que serão feitos para universalizar o acesso à água potável e saneamento.

Eficiência na administração

Em primeira mão, o secretário anunciou que o município de São Gonçalo está em fase de adesão ao Sistema Eletrônico de Informações (SEI), que vai digitalizar processos. O secretário pontuou a questão da ineficiência dos processos físicos e altos custos com documentos físicos, utilizando folhas de papel, impressão e gerando altos custos para administração municipal.

“Hoje, a Prefeitura tem um custo absurdo com deslocamento de processos. Precisa de motorista, precisa de carro pra levar um processo do Centro de São Gonçalo para a Secretaria de Educação, que fica em Alcântara, ou para a Secretaria de Saúde, que está no São Gonçalo Shopping, para a Assistência Social, que está na Venda da Cruz. Esse gasto, a gente vai conseguir extirpar com os processos eletrônicos”, disse o secretário.

Sede– Ainda no eixo da administração, foi apontada a necessidade da centralização da administração pública a partir de uma nova sede da Prefeitura, gerando economia de recursos que poderão ser investidos em demandas do município. A construção da nova sede também vai levar em conta a necessidade das instalações permanecerem no Centro, viabilizando acesso por linhas de ônibus que atendam a todas as regiões da cidade.

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